Companhia MD5

Corpo · História · Memória · Território · Comunidade

A Companhia MD5 é uma estrutura de criação em dança que investiga as relações entre corpo, História, memória, território e comunidade, transformando narrativas e experiências coletivas em matéria artística.

Com um percurso artístico iniciado em 2003 e estrutura profissional constituída em 2019, a MD5 desenvolve criação artística, investigação e práticas participativas em relação com diferentes pessoas, comunidades e territórios.

A sua atividade tem origem na investigação e recriação de repertório histórico e evoluiu progressivamente para processos de criação em que a História deixa de constituir apenas objeto de representação e passa a ser matéria de investigação e interpretação artística. Interessa à companhia aquilo que permanece nas pessoas, nos corpos e nos territórios: memórias, experiências, perspetivas e histórias que coexistem para além das narrativas dominantes.

A dança constitui o lugar onde investigação, testemunhos, lugares e relações podem ser transformados em gesto, movimento, imagem, silêncio, espaço e composição.

PERCURSO

2007 — Festim

A dimensão comunitária e intergeracional ganha maior expressão com o Festim. Ao longo do percurso, a relação com as comunidades evolui de modelos inicialmente assentes na transmissão coreográfica para processos progressivamente mais atentos às pessoas, às suas memórias, formas de interpretar e relação com o território.

2019 — Estrutura profissional

É constituída a Companhia MD5, Lda., dando enquadramento jurídico e organizacional a uma atividade até então desenvolvida através da contratação individual dos intérpretes e criando condições para maior continuidade e profissionalização do trabalho.

2003 — Origem

A MD5 inicia o seu percurso artístico por iniciativa de Diana Carneiro, num contexto voluntário associado ao acesso à dança por crianças com menores oportunidades. O trabalho desenvolve-se inicialmente através da pesquisa e recriação de repertório de dança medieval, integrando progressivamente contextos de animação histórica.

2018 — Grito das Bailias

Nasce o Grito das Bailias como momento coreográfico agregador de companhias e grupos de dança participantes na Viagem Medieval. O projeto viria a tornar-se um espaço determinante para a transformação artística da MD5.

2024 — A Humanização da História

Com Grito das Bailias — A Humanização da História, a criação de um núcleo artístico profissional e o investimento em investigação, documentação e experimentação aprofundam uma metodologia em que a História passa a ser interrogada como matéria artística. A apresentação no Europarque e a realização de um documentário tornam visível esta transformação.

Presente — Um novo ciclo

A MD5 procura consolidar uma prática de criação em dança que cruza corpo, História, memória, território e comunidade, aprofundando investigação artística, criação profissional e processos de relação com diferentes territórios.